Cidade de Xangai, na China, um país que passa por uma acelerada urbanização -
Foto: Getty Images
Por Thiago Medaglia
A expansão das áreas urbanas ao redor do mundo não segue a lógica do crescimento populacional. Em outras palavras, os territórios das cidades estão em dilatação mais acelerada do que o aumento do número de seus habitantes. É essa a constatação de um estudo conduzido por cientistas de vários institutos americanos de pesquisa*.
De acordo com os pesquisadores, até 2030, as áreas urbanizadas em todo o globo terão se expandido até 1,5 milhão de quilômetros quadrados (uma área quase tão grande quanto à do estado do Amazonas). E essa intensa urbanização em curso nos países em desenvolvimento -principalmente na China e na Índia - não tem origem apenas no crescimento econômico e populacional, mas em fatores como políticas de uso da terra, subsídios governamentais à agricultura e o custo de transporte.
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Outra constatação importante do estudo é a de que, embora o crescimento urbano tenha sido maior na China, Índia e no continente africano, o mais alto índice de perda de terras rurais para as cidades aconteceu nos Estados Unidos.
Todas essas conclusões vieram após a análise de 300 outras pesquisas realizadas em todo o mundo que utilizaram imagens de sensoriamento remoto para identificar mudanças no uso da terra.
*os autores do estudo são Karen C. Seto, da Escola de Silvicultura e Estudos Ambientais, da Universidade de Yale; Michail Fragkias, do Instituto Global de Sustentabilidade, da Universidade do Estado do Arizona; Michael K. Reilly, do Departamento de Ciências Ambientais do Sistema Terrestre, da Universidade de Stanford; e Burak Güneralp, da Universidade A&M do Texas.
http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/noticias/299599_noticias.shtml?CA
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