ORIENTE MÉDIO
Professor Cacildo Alves Nascimento[1] – Disciplina de Geografia – EJA
A região que compreende o Oriente
Médio está localizada na porção oeste do continente asiático, conhecida como
Ásia ocidental. Possui extensão territorial de mais de 6,8 milhões de
quilômetros quadrados, com população estimada de 260 milhões de habitantes. É
composta por 15 países: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados
Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã,
Síria, Turquia.
Clima: O clima do Oriente Médio é árido e
semiárido, o que proporciona o predomínio de uma paisagem vegetal marcada pela
presença de espécies xerófilas (nas áreas de clima árido), ou de estepes e
pradarias (nas áreas de clima semiárido). Apenas pequenas faixas de terra, na
porção litorânea, apresentam climas um pouco mais úmidos, onde há presença de
formações vegetais arbustivas.
Atividades Econômicas: O petróleo é o principal produto
responsável pela economia dos países do Oriente Médio. Nessa região está
localizada a maior concentração mundial dessa fonte energética (aproximadamente
65% de todo o petróleo mundial). Essa grande quantidade de petróleo, aliada a
fatores econômicos e políticos, criou as condições para a formação, em 1960, de
um dos mais importantes cartéis do mundo atual, a Organização dos Países
Exportadores de Petróleo (OPEP).
Outra atividade econômica importante
no Oriente Médio é a agropecuária. Por ser realizada dominantemente de forma tradicional,
com uso de pouca tecnologia e mecanização, essa atividade incorpora cerca de
40% da população economicamente ativa. O predomínio de climas áridos e
semiáridos na região são bastante prejudiciais para o desenvolvimento dessa
atividade econômica.
A atividade industrial no Oriente
Médio apresenta pouca expressividade. Nos países petrolíferos, há a existência
de refinarias e petroquímicas. Outras indústrias se relacionam aos setores mais
tradicionais, como o têxtil e o alimentício.
O turismo é outra atividade que vem
apresentando importância para alguns países do Oriente Médio, a exemplo de
Israel e Turquia (que recebem cerca de 2,5 milhões de turistas por ano).
Religiões: No Oriente Médio, aproximadamente 292
milhões de pessoas (92% da população) são muçulmanas. A maioria pertence às
seitas sunita e xiita (sugeridas logo após a morte do profeta Maomé, em 632
d.C.). Há grupos menores de mulçumanos, como os drusos e os alauítas.
A região abriga ainda cerca de 13
milhões de cristãos, muitos de igrejas árabes, como a copta ou a maronita, que
estão entre as mais antigas do cristianismo. Além disso, também vivem no
Oriente Médio cerca de 6 milhões de judeus, quase todos em Israel. A migração
desses deu-se em ondas, originárias primeiro da Europa e, depois, de todo o
mundo. Por isso, no Estado judeu encontram-se inúmeros grupos étnicos cujas
culturas, tradições, orientações políticas e práticas religiosas variam muito e
são livremente expressas.
Conflitos: A região do Oriente Médio é uma das
áreas mais conflituosas do mundo. Diversos fatores contribuem para esse fato,
entre eles: a sua própria história; origem dos conflitos entre árabes,
israelenses e palestinos; a posição geográfica, no contato entre três
continentes; suas condições naturais, pois a maior parte dos países ali
localizados são dependentes de água de países vizinhos; a presença de recursos
estratégicos no subsolo, caso específico do petróleo; posição no contexto
geopolítico mundial.
As fronteiras das novas nações,
definidas de acordo com interesses europeus, não consideraram a história e as
tradições locais, consequentemente vários conflitos ocorreram e continuam
ocorrendo no Oriente Médio.
Os novos Estados árabes – Iraque,
Kuwait, Síria, Líbano, Jordânia – brigaram por recursos naturais e território.
O conflito mais grave ocorreu na Palestina, para onde, até o fim da Segunda
Guerra, havia migrado meio milhão de judeus. Quando foi criado o Estado de
Israel, cinco países árabes atacaram, na primeira das seis guerras entre árabes
e israelenses.
Jerusalém: Os cartógrafos medievais situavam
Jerusalém no centro do mundo e, para muita gente, a Cidade Velha continua a ser
assim considerada. Para os Judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo
Templo, é o local mais sagrado de todos. Acima dele está o Domo da Rocha, o
terceiro local mais importante no islamismo, de onde Maomé subiu aos céus. A
poucos quarteirões dali, a Igreja do Santo Sepulcro assinala o local
tradicional da crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus. Israel
reivindica a cidade como sua capital eterna; já os palestinos a querem como
capital de seu Estado.
A religião no Oriente Médio
O
Oriente Médio possui extensão territorial de 6,8 milhões de quilômetros
quadrados, está localizado no oeste da Ásia e é formado pelos seguintes países:
Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã,
Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria, Turquia.
Sua
população é de aproximadamente 260 milhões de habitantes. A diversidade étnica
e cultural entre os habitantes do Oriente Médio é enorme, fator responsável
pelos conflitos naquela região. Um dos elementos diversificados é a religião,
com crenças diferentes e disputa por territórios considerados sagrados.
As três
principais religiões monoteístas, ou seja, crenças na existência de um único
Deus, surgiram no Oriente Médio: O Islamismo, o Cristianismo e o Judaísmo.
A
religião com maior número de seguidores é o Islamismo (90% da população). É uma
religião monoteísta, fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou Muhammad,
chamado pelos ocidentais de Maomé. Após a morte de Maomé, a religião islâmica
sofreu ramificações, ocorrendo divisão em diversas vertentes com
características distintas. Os segmentos do Islamismo que possuem maior
quantidade de adeptos são a dos sunitas (maioria) e a dos xiitas. Ao contrário
do que muitos pensam, o Islamismo não é dividido apenas em sunitas e xiitas,
existem vários outros grupos menores, entre eles estão os drusos e os alauítas.
A
segunda maior religião em números de seguidores no Oriente Médio é o
Cristianismo. A região abriga cerca 12 milhões de cristãos, muitos de igrejas
árabes, como a Copta ou a Maronita, que estão entre as mais antigas do
Cristianismo. Os países com a maior quantidade de cristãos são a Síria e o
Líbano.
Além disso,
também vivem no Oriente Médio mais de 6,5 milhões de Judeus, quase todos em Israel. O território que
atualmente corresponde à Palestina já foi habitado por judeus há cerca de
quatro mil anos, no entanto, foram expulsos durante o Império Romano. Os judeus
retornaram para o Oriente Médio através de fluxos migratórios, que se
fortaleceram com a construção do Estado de Israel, em 1948. Esse fato é um dos
principais responsáveis pelos constantes conflitos entre judeus e palestinos,
pois Israel está anexando territórios habitados por palestinos.
A cidade
de Jerusalém é disputada pelas três grandes religiões. É um local sagrado para
o Islamismo, o Cristianismo e o Judaísmo. Confira a importância simbólica de
Jerusalém para essas religiões:
-
Islamismo: Domo da Rocha, em Jerusalém, é o terceiro local mais importante no
Islamismo, de onde Maomé subiu aos céus.
-
Cristianismo: Igreja do Santo Sepulcro, localizada em Jerusalém, assinala o
local tradicional da crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus
Cristo.
- Judaísmo: Para os judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo Templo, localizado na cidade de Jerusalém, é o local mais sagrado de todos.
- Judaísmo: Para os judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo Templo, localizado na cidade de Jerusalém, é o local mais sagrado de todos.
O Conflito entre Israelenses e Palestinos no
Oriente Médio e as Conseqüências no Mundo do Petróleo
Descoberto
no início do século XX, o petróleo se tornou um dos mais importantes elementos
da economia mundial. Além de usado como combustível, vários outros derivados
colocam o petróleo como base da economia de muitos países, sendo alvo de cobiça
e sinal de riqueza para quem detém as jazidas. O Oriente Médio, logo após a Primeira Guerra Mundial,
já era o maior produtor petrolífero do mundo e, por isso, despertava o
interesse das grandes potências.
Assim,
os países europeus, interessados no petróleo e na posição estratégica da
região, passaram a dominar a área. Houve, então, uma partilha dos países do
Oriente Médio entre França e Inglaterra, que passaram a dominar as empresas de
exploração de petróleo. Para
citar um exemplo, em 1926, a
Irak Petroleum Company foi repartida entre Inglaterra, que detinha 52,5% das
ações; França, com 21,25% e EUA, com 21,25%; restando ao Iraque somente 5%.
Cerca de 90% da produção mundial passou para o controle de um cartel constituído por uma oligarquia
de sete companhias petroleiras internacionais,
conhecidas como as "Sete Irmãs", das quais cinco eram
norte-americanas. São elas: Standard
Oil of New Jersey, agora conhecida por Exxon; Standard Oil of California, agora
Chevron; Gulf, agora parte da Chevron; Mobil e Texaco; uma britânica, British
Petroleum e uma anglo-holandesa (Royal Dutch-Shell). Após a Primeira Grande
Guerra Mundial, as "sete" formaram joint ventures para a exploração
de campos petrolíferos estrangeiros.¹
Como conseqüência desse
imperialismo, houve um grande êxodo rural na região, o abandono do “campo” em
busca das grandes centros econômicos, principalmente do Egito para os países do
Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Barém, Omã e
Qatar), provocando desequilíbrios populacionais e econômicos. Apenas uma
pequena classe de privilegiados tinha acesso ao dinheiro e a maioria dos
petrodólares eram investidos nos grandes centros dos países ricos (EUA, Canadá,
Japão, Grã-Bretanha, Alemanha, França e Itália), restando 7% de investimentos
aos 22 países árabes.Com a qualidade de vida da população baixando, um forte
sentimento de independência surgiu nos países árabes. Os produtores de petróleo
passaram a pressionar as "Sete Irmãs" estabelecendo uma divisão de
lucro de meio a meio e, em 1960, criaram a Opep (Organização dos Países
Exportadores de Petróleo), cujos países membros são: Arábia Saudita, Emirados
Árabes Unidos, Irã, Catar, Kuwait, Iraque, Líbia, Indonésia, Nigéria, Venezuela
e Argélia, para organizar e fortalecer essa política de independência frente às
grandes potências. Assim, a Opep conseguiu diminuir o poder das companhias
petrolíferas internacionais e estabelecer total domínio sobre a produção e
comercialização de seus produtos. A
Primeira Guerra Mundial veio demonstrar que o petróleo era imprescindível e
estratégico para todas as nações que buscavam o progresso.As empresas européias
intensificaram as pesquisas em todo o Oriente Médio. Elas comprovaram que 70%
das reservas mundiais de petróleo estavam no Oriente Médio e provocaram uma reviravolta
na exploração do produto. Um tempo depois, países como Iraque, Irã e Arábia
Saudita ganharam alto poder no jogo da produção petrolífera.
E foi nesse
contexto de domínio das reservas que aconteceram as três grandes crises do
petróleo. A primeira foi em 1973, quando o mundo vivia uma época de crescimento
industrial. As máquinas eram completamente dependentes do petróleo para
funcionar. Se aproveitando dessa situação, os árabes, maiores produtores,
entraram em conflito com Israel, país que contava com o apoio dos EUA (país que
menos sofreu, porque tinha uma grande reserva de petróleo e porque os
petrodólares eram investidos no mercado americano) e Europa. Como represália,
os árabes decidiram boicotar o Ocidente, cortando a extração de petróleo em
25%. O preço do barril saltou de U$ 2,00 para U$ 12,00.
Na segunda crise, em 1979, além dos donos dos poços de
petróleo (os árabes) mais uma vez reduzirem sua produção, conjunturas políticas externas fizeram
com que o preço subisse violentamente, saltando para a casa dos U$ 40,00,
provocando desespero nos países importadores de petróleo. Para sair dessa
dependência, os países importadores passaram a desenvolver formas alternativas
de combustíveis como o álcool, a energia nuclear e o carvão mineral. A
exploração de jazidas de petróleo também se intensificou em muitos países. No
Brasil, o projeto Proálcool e o aperfeiçoamento da Petrobras foram as maneiras
encontradas para contornar o problema da alta do preço.
Na terceira crise, houve então, a Guerra do Golfo em 1991,
quando o Iraque invadiu e anexou o Kuwait, o que gerou um forte conflito. O
motivo foi o baixo preço do petróleo no mercado mundial no início da década de
90, além do Iraque sintetizar uma dívida externa de US$ 80 bilhões. Foi então
que Saddam Hussein bombardeou os poços de petróleo kuwaitianos antes da
retirada, acusando o país (Kuwait) de causar baixa no preço do petróleo,
vendendo mais que a cota estabelecida pela OPEP. Toda essa história gerou uma
grande especulação que fez com que os preços oscilassem, intensamente.
A incursão do Oriente Médio na dominação de suas produções
de petróleo, principalmente a partir de 1973, trouxe junto muitas guerras,
concentração de renda e aumento das desigualdades sociais. Os conflitos
religiosos e territoriais, que sempre marcaram a região, se intensificaram com
a questão do petróleo.
Um fato que agravou toda essa discussão foi Saddan Hussein
ter passado a vincular a retirada de suas tropas do Kuwait com a criação de um
Estado Palestino, fazendo crescer os conflitos entre judeus e palestinos em Israel. Os Estados
Unidos se aliaram a Israel, para dominarem as fontes petrolíferas e avançarem
no seu projeto de hegemonia mundial. Para isso, enviam, anualmente, mais de 4
bilhões de dólares para o país, além de transferirem armamentos e tecnologia
militar e prestarem apoio político àquele Estado em todos os fóruns
internacionais.
Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos.
O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo
controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas. E este aumento do petróleo
internacional, não afetará o
abastecimento do produto ao Brasil, mas influenciará no preço (volatilidade), que é o que já está
acontecendo quando a Petrobras anunciou um reajuste
interno do combustível a uma variação de 5% nos preços internacionais a cada 15 dias.
Apesar do grande salto registrado na produção nacional, a
Petrobras não pode produzir combustíveis usando apenas o petróleo brasileiro. É
muito pesado. A empresa utiliza o petróleo iraquiano do tipo "basra
light", um óleo de alta qualidade que é usado principalmente para produção
de óleos lubrificantes pela Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de
Janeiro. Essa refinaria foi construída para processar dois tipos de petróleo
leve que a Petrobras importa do Oriente Médio: além do iraquiano
"basra", ela usa o tipo "arabian light", produzido pela
Arábia Saudita.
Com todo esse dinamismo do mercado, a Petrobras busca
rentabilidade, mas acredito que se faz necessário que ela adote uma política
que gere lucro sem prejudicar a qualidade de vida da população brasileira, a
estabilidade de sua economia e a nossa competitividade internacional.
A
produção de petróleo no Oriente Médio
A economia dos
países que compõem o Oriente Médio está vinculada diretamente com a extração e
o refino do petróleo. Às vezes, essa é praticamente a única fonte de receita
para determinados países. Como a região é constituída basicamente por desertos
com climas adversos, impróprio para agricultura, a maior riqueza que eles
possuem é, sem dúvida, o petróleo.
Dentre as diversas jazidas de petróleo do Oriente
Médio, a concentração maior do recurso está no Golfo Pérsico e na Mesopotâmia,
os quais juntos possuem cerca de 60% de toda reserva do planeta.
Dentre os países do Oriente Médio, os
maiores produtores de petróleo são Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait,
Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrain.
A imensa reserva de petróleo
existente no subcontinente, aliada a outros fatores de caráter econômico e
político, favoreceram a criação da Opep (Organização dos Países Exportadores de
Petróleo), em 1960, que é considerada um dos maiores cartéis do mundo.
Atualmente, a Opep produz
aproximadamente 40% de todo petróleo extraído no mundo e 70% das exportações
desse recurso em todo o globo. Essa organização tem como principais mercados as
grandes potências mundiais, especialmente os países europeus como Alemanha e
França, além do Japão e dos Estados Unidos. O país norte-americano mesmo sendo
um grande produtor necessita do produto importado, uma vez que não é
auto-suficiente em tal recurso. Esse fato favorece a interferência das grandes
nações no cenário geopolítico do Oriente Médio.
A Opep está sediada na Europa, mais
precisamente na Áustria, na cidade de Viena. Inserem nessa organização onze
países, seis são do Oriente Médio: Arábia Saudita (maior produtor mundial), Emirados Árabes Unidos, Irã,
Iraque, Kuwait e Catar. Outros cinco países completam a lista, que são:
Argélia, Líbia, Nigéria, Indonésia e a Venezuela.
É bom destacar que a limitação
econômica em relação ao petróleo pode impedir que os países se desenvolvam em
outras atividades produtivas, como a industrial. Dessa forma, grande parte das
nações do Oriente Médio não é considerada industrializada, salvo Israel que
detém índices melhores em relação a seus vizinhos. O que deve ser levado em
conta é o esgotamento de recursos minerais, em que o petróleo está inserido,
pois assim, quando as jazidas se findarem, as economias que dependem da
atividade vão ingressar em um colapso econômico.
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