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sábado, 24 de setembro de 2011

Áreas urbanas crescem mais rápido que população


Áreas urbanas crescem mais rápido que população
Cidade de Xangai, na China, um país que passa por uma acelerada urbanização - 
Foto: Getty Images

Por Thiago Medaglia

A expansão das áreas urbanas ao redor do mundo não segue a lógica do crescimento populacional. Em outras palavras, os territórios das cidades estão em dilatação mais acelerada do que o aumento do número de seus habitantes. É essa a constatação de um estudo conduzido por cientistas de vários institutos americanos de pesquisa*.
De acordo com os pesquisadores, até 2030, as áreas urbanizadas em todo o globo terão se expandido até 1,5 milhão de quilômetros quadrados (uma área quase tão grande quanto à do estado do Amazonas).  E essa intensa urbanização em curso nos países em desenvolvimento -principalmente na China e na Índia - não tem origem apenas no crescimento econômico e populacional, mas em fatores como políticas de uso da terra, subsídios governamentais à agricultura e o custo de transporte.
Leia também a reportagem Já somos 7 bilhões, sobre a população mundial, da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL
Outra constatação importante do estudo é a de que, embora o crescimento urbano tenha sido maior na China, Índia e no continente africano, o mais alto índice de perda de terras rurais para as cidades aconteceu nos Estados Unidos.
Todas essas conclusões vieram após a análise de 300 outras pesquisas realizadas em todo o mundo que utilizaram imagens de sensoriamento remoto para identificar mudanças no uso da terra.
*os autores do estudo são Karen C. Seto, da Escola de Silvicultura e Estudos Ambientais, da Universidade de Yale; Michail Fragkias, do Instituto Global de Sustentabilidade, da Universidade do Estado do Arizona; Michael K. Reilly, do Departamento de Ciências Ambientais do Sistema Terrestre, da Universidade de Stanford; e Burak Güneralp, da Universidade A&M do Texas. 


http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/noticias/299599_noticias.shtml?CA

Degelo do Ártico é o maior da história



Degelo do Ártico é o maior da história
Com o derretimento das geleiras, ursos polares estão com dificuldade de encontrar alimento-
Foto: Paul Nicklen

Por Guilherme Lorenzetti

A camada de gelo sobre o Oceano Ártico chegou ao nível mais baixo já registrado, segundo três institutos de pesquisa.
Pesquisadores da Universidade de Bremen na Alemanha afirmaram que a medição, feita em oito de setembro deste ano, superou a análise feita em 2007, quando foi registrada uma área de 4,13 milhões de km² coberta de gelo. Nas últimas pesquisas a área detectada foi de 4,6 milhões de km². 
A Agência Espacial Europeia (ESA), declarou que nos últimos cinco anos foi observada a extensão de gelo mais baixa desde que começou a medição com satélites nos anos 70.
O Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo (NSIDC) dos Estados Unidos, outro instituto que observou o fenômeno, anunciou que este ano o nível de degelo está em um tipo de “empate técnico” com 2007. Essa medição começou a ser feita em 1979.
Os especialistas chegaram à conclusão de que o gelo marinho está desaparecendo de uma maneira mais rápida do que se previa. A diminuição da quantidade de gelo já atingiu níveis que eram previstos para daqui a três décadas, segundo o relatório do Painel Climático da ONU, elaborado há quatro anos. 
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou que o ano de 2010  foi o mais quente da história, com um aumento de 0,55 °C. A primeira década do século 21 também foi considerada a mais quente da história, divulgou a OMM na Conferência do Clima, realizada em dezembro. Essas medições têm como base um período de cerca de 150 anos.
Além de ter impactos negativos no clima, o degelo também dificulta a vida dos ursos polares da região, pois os obriga a nadar maiores distâncias para encontrar alimento e outras placas de gelo. Um estudo feito pela entidade ambiental WWF (World Wildlife Fund), divulgado em julho, monitorou 68 ursas de 2004 a 2009. Nesse período, foram registradas 50 ocasiões em que os animais tiveram que nadar 48 quilômetros ou mais. O maior trajeto registrado foi de 685 quilômetros, que durou quase 13 dias. 

Apharteid


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Relevo Submarino




 Os oceanos, assim como o continente, possuem relevo, ou seja, irregularidades na superfície. O estudo sobre o relevo submarino teve início somente em meados do século XIX, no entanto, a busca com maiores resultados ocorreu apenas após a década de 40, quando existiam tecnologias e técnicas para uma melhor compreensão das informações coletadas. 
A partir de diversas pesquisas ficou constatado que no fundo dos oceanos existem várias formas de relevo, porém as principais são: 
- Planalto continental: corresponde a uma zona de transição entre a massa continental e o fundo dos oceanos, a declividade entre os pontos é modesta, o relevo possui 70 quilômetros e 200 metros de profundidade. 
- Ilhas oceânicas: são pequenas extensões de terras emersas que se formam no fundo dos oceanos e se afloram na superfície. 
- Talude continental: área de alta declividade muito estreita, esse tipo de relevo tem início a 200 metros de profundidade e pode atingir aproximadamente 2.000 metros. 
- Bacia oceânica: área sedimentar que se encontra em regiões profundas do oceano com profundidade que oscila entre 2.000 a 5.000 metros e relevo suave. 
- Fossas marinhas: áreas profundas dos oceanos que podem atingir 8.000 metros. 
- Cadeias oceânicas:  As maiores cadeias de montanhas do mundo estão localizadas no assoalho oceânico

Oceanos e Mares

O estudo específico dos oceanos e mares é denominado de oceanografia. 
Os oceanos e mares exercem uma grande relevância para a biosfera. Do ponto de vista ambientalcontribui na composição e equilíbrio climático, uma vez que os oceanos abrigam seres (fitoplanctons) que são responsáveis pela produção de grande parte do oxigênio do planeta e também por reter calor em períodos maiores que os continentes, denominado de maritimidade. 
Partindo da teoria evolucionista, a vida surgiu nos oceanos (primitivos), e atualmente abriga uma gigantesca quantidade de vida marinha. 
Do ponto de vista humano (social), os oceanos e mares exerceram e ainda exercem grande importância no que se refere às estratégias militares e comerciais, a exportação, a pesca, o turismo e muitos outros. 
Desse modo, países que não dispõe de um litoral permanecem dependentes de outras nações para escoar sua produção destinada à exportação e receber as importações, isso faz parte da realidade de países como Afeganistão, Áustria, Suíça, Paraguai e Bolívia. 
A enorme importância dos oceanos e mares é notória, mas qual é o significado de ambos? 
Oceanos correspondem a gigantescos volumes de água salgada que se encontram dispersas sobre grande parte da superfície terrestre. 
No planeta são identificados cinco oceanos, apesar de todos possuírem ligações uns com os outros, são classificados como: oceano Pacífico, Atlântico, Índico, Glacial Antártico e Glacial Ártico. 
Inseridos nesses oceanos estão os mares, essa expressão significa regiões ou partes dos oceanos que se encontram nas proximidades dos continentes, em alguns casos eles se estabelecem no interior dos mesmos.
Os mares não possuem uma homogeneidade quanto à sua composição física no espaço geográfico, dessa forma, os mares são classificados em: 
Mares fechados: são aqueles que se encontram nos interiores dos continentes, desse modo, não apresentam uma ligação de maneira direta com os oceanos, como por exemplo, o mar de Aral e o mar Cáspio. 
Mares abertos: estão diretamente ligados aos oceanos que se encontram nas proximidades. Já no caso dos mares interiores existem restritas passagens que possibilitam uma conexão com os oceanos, a ligação ocorre por meio dos estreitos.

Modernização da Agricultura



Atividade dirigida de Geografia – 6º ano Ensino Fundamental.

Modernização da Agricultura

A partir de 1820, a agricultura teve uma nova fase, onde a natureza passou a fornecer fertilizante para a mesma; e posteriormente o fertilizante passou a ser sintético e produzido artificialmente. Mas após a II Guerra Mundial intensificou o uso de agrotóxico para eliminar insetos, ervas daninhas e outras pragas.
Outro fator que modernizou a agricultura foi a mecanização que teve inicio nos EUA, devido a falta de mão de obra naquele país.
A partir de 1943 a Fundação Rockefeller financia pesquisa para melhorar a produção de alimento no México.
As pesquisas da Fundação Rockefeller vão resultar na VAP – Variedades da Alta Produtividade.
  • 1945 – após a II Guerra Mundial – Guerra Fria – Capitalismo (EUA) X Socialismo (URSS) e fome torna-se um problema sério.
  • Décadas de 1950 e 1960 –Revolução Verde – modelo de produção para combater a fome nos países subdesenvolvidos.
  • Os EUA incentivam o modelo de produção estabelecido na Revolução Verde – com as principais propostas:
- Plantar as Sementes VAPs.
- Uso de adubos químicos.
- Utilizar equipamentos modernos.
- Combates a praga com produtos químicos.
No inicio e no ponto de vista de produção a Revolução Verde foi positivo, porém gerou alguns impactos indesejáveis ao meio ambiente.
  • Intensificações de pragas existem, redução da população de predador – alteração no ciclo da vida, na ordem natural das coisas.
  • Desenvolvimento de novas pragas.
  • Eliminação de insetos benéficos a agricultura, através dos agrotóxicos utilizados.
  • Alteração do ecossistema.
  • Degradação dos solos, águas devido a contaminação por agrotóxicos, adubos e fertilizantes.
  • Desmatamento indiscriminados.
  • Contaminação do ar, gerados pelos tratores, equipamentos agrícolas, fertilizantes que liberam óxido nítrico.


Impactos Sociais provocados pela Revolução Verde

  • Perda de conhecimentos teóricos e práticos acumulados pelos agricultores tradicionais ao longo de inúmeras gerações.
  • Monocultura para fornecer alimentos para os grandes estabelecimentos e inovação inadequada para a agricultura de subsistência e familiar.
  • Falta de investimentos aos pequenos agricultores e agricultores pobres.
  • Dependência das grandes multinacionais para fornecer sementes, insumos agrícolas e tecnologias.
  • Desmatamento da Amazônia e destruição quase total do cerrado brasileiro e de outros biomas também, com a abertura de Novas Fronteiras Agrícolas.

A Revolução Agrícola Mundial

O intenso comércio agropecuário inter­nacional criou a necessidade de um crescente aumento da produção, da qualidade e, con­sequentemente, da evolução tecnológica nas técnicas de plantio e dos sistemas de escoa­mento dos produtos.
As commodities (nome que os produtos primários recebem no mercado financeiro) são negociadas em bolsas de mercadorias e futuros (BMFs).
A competição não envolve apenas o de­senvolvimento tecnológico e científico. Os países mais ricos formam blocos econômicos e têm como grande arma o potencialismo de seus setores agrícolas (subsídios, dificulda­des para importações e facilidades para ex­portações), aumentando assim o seu poder de competição no mercado internacional.
Desde o período colonial, uma pequena e privilegiada classe social possui a maior parte das terras cultiváveis em áreas de melhores solos, voltada para a exportação (plantation), que é mais lucrativa. A agricul­tura de subsistência ocupa os piores solos e os produtos cultivados destinam-se ao mer­cado interno.
A agricultura do mundo subdesenvol­vido é responsável pelo fornecimento dos produtos agrícolas tropicais mais procura­dos no mercado internacional: café, açúcar, amendoim, algodão, cacau, borracha, frutas diversas (abacaxi, laranja, manga, banana etc.) e outros.
Com a expansão da indústria, a agricul­tura deixou de receberem incentivos e exigiu que a Europa Ocidental importasse gêneros alimentícios para atender o consumo interno.
Na Europa Ocidental, existem poucos latifúndios. O trabalho familiar ainda é co­mum, principalmente nas pequenas comuni­dades. Nos Estados Unidos, predomina o traba­lho familiar, mesmo em propriedades agríco­las extensas.

Principais produtos agrícolas
Os países desenvolvidos e industrializados intensifica­ram a produção agrícola por meio da moder­nização das técnicas empregadas, utilizando menos mão de obra. As atividades agrícolas ocupam aproxima­damente de 11 a 12% da superfície dos conti­nentes.
  • O trigo é um dos vegetais mais antigos cultivados pelo homem. Nativo de terras asiáticas ocidentais. A China (97,0 milhões de tonela­das), a Índia (72,0 milhões de tone­ladas) e os Estados Unidos (57,3 mi­lhões de toneladas).
  • A soja é uma leguminosa originária da Ásia Oriental, particularmente da China. Os maiores produtores mundiais de soja (2005) são: Estados Unidos (83,9 milhões tonela­das); Brasil (52,7 milhões de toneladas) e Argen­tina (38,3 milhões de toneladas), sendo também esses países os principais exportadores.
  • O café é um arbusto de origem africana de um lugar chamado Kaffa, no interior da Etiópia (nordeste da África). Os maiores produtores mundiais de café (2005) são: Brasil (2,1 milhões de toneladas), Vietnã (0,9 milhão de toneladas), Indonésia (0,7 milhão de toneladas), Colômbia (0,6 mi­lhão de toneladas) e México (0,3 milhão de toneladas), e os maiores exportadores mun­diais são: Brasil, Colômbia e Indonésia.
  • A cana-de-açúcar tem como maiores pro­dutores mundiais: o Brasil (336,6 milhões de toneladas), a Índia (271,0 milhões de tonela­das) e a China (82,4 milhões de toneladas). A cana-de-açúcar teve origem na ilha de Nova Guiné, na Oceania, e foi levada para o continente asiático.
  • O cacau é uma planta característica da faixa intertropical do globo, com preferên­cia para as condições de clima equatorial. Acredita-se que o hábito de consumir o cacau como alimento (chocolate) teve início com os povos maia e asteca que habitavam a região que hoje corresponde ao México.
  • O arroz é provavelmente originário da Ásia Oriental, especialmente da China. Os maiores produtores mundiais são: China (181,9 milhões de toneladas), Índia (130,5 mi­lhões de toneladas) e Indonésia (54,0 milhões de toneladas). Os maiores exportadores mun­diais são: Estados Unidos, Uruguai e Grécia.
  • O feijão é uma planta leguminosa culti­vada desde os tempos pré-históricos para ser consumida na forma de alimento. Alguns afirmam que o seu cultivo teve iní­cio no sul da Índia (Ásia); para outros surgiu nos altiplanos do México (América do Norte); Os maiores produtores mundiais de feijão são: Índia (4,9 milhões de toneladas), Bra­sil (3 milhões de toneladas) e Estados Unidos (1,3 milhão de toneladas). Os (maiores exportadores mundiais são: Mianmar (0,6 milhão de toneladas), China (0,4 milhão de toneladas) e Estados Unidos) (0,3 milhão de tonela­das) (1997).
  • A batata é uma planta herbácea, classifi­cada como tubérculo, com muitas variedades. Sua origem é americana, apesar de ser conhecida como batata-inglesa.
  • Os principais produtos da agricultura brasileira são: trigo, soja, milho, arroz, cana--de - açúcar, café, cacau e laranja.
O modelo de agricultura aplicado a partir da Revolução Verde não resolveu o problema da fome, apesar do aumento da produção.
A importância dos pequenos agricultores, especialmente no Brasil, sua capacidade de gerar alimentos, seu potencial de distribuição de renda, a participação de ONGs ajudando na organização e a possibilidade de uma agri­cultura mais integrada ao meio ambiente nos levam a concluir que uma das formas mais eficientes para diminuir a miséria e a fome no país é a correta valorização e o incentivo à agricultura familiar, tendo como marco ini­cial uma efetiva reforma agrária.
Assim como no Império Romano, os flu­xos de capitais, mercadorias, serviços e tec­nologia também são os mais importantes da globalização e são distribuídos em vários centros e não em um único (como era no Im­pério Romano). O poder hoje está nas mãos das grandes corporações internacionais.





Atividade dirigida de Geografia – 6º ano Ensino Fundamental.
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